Cavendish também emudece

Quarta-feira 4, julho 2012

Nem homem bomba, nem homem estalinho. O advogado Técio Lins e Silva, que representa Fernando Cavendish, dono da Delta Construções, informou ontem que o empresário não tem nada a dizer ou a contribuir com a CPI do Cachoeira, que deve aprovar amanhã requerimento para sua convocação.

O criminalista disse também que estuda se o empreiteiro ficará calado, se vai limitar suas declarações a uma exposição inicial ou se solicitará um habeas corpus preventivo ao Supremo Tribunal Federal (STF).

“Essa história de que ele é o homem bomba não existe. Ele não é nem homem estalinho”, disse Lins e Silva. “Cavendish tornou-se um símbolo, um alvo da CPI, quando não tem relação direta com nenhuma das pessoas que estão sendo investigadas nas operações Vegas e Monte Carlo (da Polícia Federal). Ele é o presidente do Conselho de Administração da Delta e não tinha nenhuma relação com a gestão da empresa”, argumentou o advogado.

NADA DE SE EXPOR Lins e Silva ainda ressaltou que não pretende deixar Cavendish exposto a “humilhações, tortura ou sadismo”. Segundo ele, a comissão está analisando uma proposta para alterar os ritos nos depoimentos. Ao invés de dispensar as testemunhas que invocam o direito de não responder as perguntas dos parlamentares, a CPI passaria a obrigar os depoentes a ouvir todos os questionamentos antes de liberá-los.

Lins e Silva deu pistas da estratégia da defesa do dono da Delta O advogado repete que Cavendish não tinha conhecimento das atividades irregulares que, segundo ele, o então diretor da empresa no centro-oeste, Cláudio Abreu, promovia em parceria com o contraventor Carlinhos Cachoeira.

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