Russomano está bravo

Segunda-feira 23, julho 2012

A cada pesquisa divulgada que aponta seu contínuo crescimento, o candidato a prefeito de São Paulo pelo PRB, Celso Russomanno, em vez de comemorar, irrita-se. O motivo é que, com os números, vêm as avaliações generalizadas de que a boa performance não se sustentará por muito tempo. Mais precisamente, após o início do horário eleitoral gratuito, em 23 de agosto, quando os adversários terão a seu favor mais tempo de exposição. Ele, porém, contesta essa avaliação e alerta: “Não sou cavalo paraguaio. Minha tendência é de crescimento”.

Ele diz que a maioria do eleitorado, embora o conheça, não sabe de sua candidatura, motivo pelo que os pouco mais de dois minutos que terá serão suficientes para, no mínimo, manter o ótimo patamar atual. Segundo a pesquisa Datafolha divulgada sábado, ele, com 26%, está tecnicamente empatado com o líder José Serra (PSDB), que tem 30%. A margem de erro é de três pontos.

“Essa visão de que meus números não se sustentam é errada. Os jornalistas que cobrem o dia a dia da minha campanha já não têm mais essa visão. Esse discurso é utilizado pela campanha do Serra para justificar o fraco desempenho dele nas pesquisas”, disse. Mas o que justifica, então, os seus números? “Esse índice decorre de 22 anos de trabalho, 350 mil pessoas atendidas gratuitamente no meu instituto de defesa do consumidor. Ninguém vai ver meu trabalho para tentar explicar essas pesquisas. A cada momento é dada uma justificativa diferente para meu crescimento. Todas erradas”.

O candidato aproveita a boa fase e joga para a plateia: “Não tenho padrinho político como os outros candidatos. Os meus padrinhos são os homens dessa cidade que me acolhem nas ruas. As minhas madrinhas são as mulheres dessa cidade. Quando eu ando na rua, o retorno é de muito carinho. Isso também me faz ter certeza de que manterei esses índices até o final.”

Nem sua única campanha majoritária, ao governo do Estado em 2010, o assombra. Nela, manteve-se nas pesquisas na faixa de 11%. Nos últimos dias caiu para 9% e as urnas abertas lhe deram pouco mais de 5% de votos. “Ali, fui abandonado pelo partido (à época, ele estava no PP). Não tive apoio de ninguém. O presidente estadual (Paulo Maluf) declarou apoio a outro candidato. (Geraldo Alckmin, do PSDB). Fiquei sem estrutura. Só tinha um comitê na capital. Nenhum no interior, em um Estado com mais de 600 municípios. Hoje é bem diferente. Tenho total apoio do meu partido”.

Por essas razões, o discurso de campanha será mantido, com o foco na defesa de um genérico “serviço público de qualidade”. Um atrativo, acredita, para milhões de eleitores, principalmente da classe C que, após o aumento da renda na última década, anseia, segundo pesquisas, por cidadania.

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