Dilma pedirá a Estados Unidos isenção de vistos para turistas

Sábado 20, junho 2015

Nos EUA, Dilma negociará facilitar entrada de viajantes
Ministro diz que Global Entry, que visa executivos, pode ser anunciado; americanos preveem meses de debate

A visita de Estado da presidente Dilma Rousseff aos EUA, no final deste mês, pode ter como resultado concreto o lançamento de um programa norte-americano que agiliza a entrada no país de viajantes frequentes que atendam a determinados critérios, o Global Entry, segundo o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante.

“O que pode ser decidido agora é o Global Entry. Mas temos ambição de ir além disso. Vamos ver se a gente consegue dar alguns passos já nessa viagem para incrementar o turismo, facilitar negócios para aproximação cultural, econômica e comercia”, disse nesta sexta (19) Mercadante, após encontro entre empresários dos dois países, o fórum de CEOs Brasil-EUA.

Apesar do otimismo do ministro, o governo americano não está certo de que haverá tempo para concluir as negociações e anunciar o Global Entry na visita de Dilma a Washington, em 30 de junho.

Funcionários do Departamento de Defesa Doméstica dos EUA tiveram uma reunião em Brasília no dia 17 de junho e se comprometeram a “mais discussões aprofundadas nos próximos meses”. Ou seja, será difícil anunciar uma data de início do programa.

Mercadante admitiu que não é “tarefa simples”, mas destacou que hoje é baixa a taxa de rejeição a pedidos de vistos de brasileiros para viagem aos EUA. “Vamos aguardar a boa vontade do lado americano. Há grande interesse do lado brasileiro.”

O Global Entry é destinado a viajantes frequentes, como executivos. Quem ingressa no programa não é liberado do visto, mas passa por autoridades alfandegárias de forma mais rápida, a partir de guichês eletrônicos.

Em entrevista à Folha em abril, o diretor sênior do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Ricardo Zúñiga, disse que o Global Entry não estaria “pronto a tempo” da visita de Dilma.

No encontro entre os empresários, foi discutida a possibilidade de investimentos americanos no Brasil em setores como energia, infraestrutura e saúde e meios de se aumentar o intercâmbio comercial. Com tecnologia dos EUA, o governo deve criar projetos-piloto em cinco cidades do Brasil para melhorar o diagnóstico de doenças com impacto no gasto público.

Em Washington, durante evento, a secretária de Estado adjunta para a América Latina, Roberta Jacobson, afirmou que a visita de Dilma é o “o início de um novo capítulo em nossa relação bilateral”, aludindo à crise gerada pela revelação de que os EUA espionaram a presidente. “Esta relação foi posta à prova nos últimos 18 meses, de forma que é um relançamento de nossa associação.” – Folha

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