Exportações do agronegócio somam US$ 7,34 bilhões em agosto

Sexta-feira 11, setembro 2015

As exportações dos produtos do agronegócio alcançaram US$ 7,34 bilhões em agosto deste ano, o que representa recuo de 17,4% nas vendas externas do país em relação ao mesmo mês do ano passado. Já as importações totalizaram US$ 967 milhões, com retração de 31,5% na comparação ao mesmo período de 2014. Com isso, o saldo da balança comercial do setor foi de US$ 6,38 bilhões em agosto. Os dados constam do Sistema de Estatísticas de Comércio Exterior do Agronegócio Brasileiro (AgroStat), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

A secretária de Relações Internacionais do Agronegócio, Tatiana Palermo, ressaltou que o setor do agronegócio, mais uma vez, contribui para um considerável superávit na balança comercial brasileira.

– Foram US$ 50,5 bilhões no acumulado de oito meses do ano. Destaco a relevante participação do setor no total das exportações brasileiras. O agro responde hoje por 46,5% do total, e no ano passado, foram 43,9%, no mesmo período – afirmou.

Tatiana salientou que as exportações de soja em grão e de carnes estão sendo realizadas em volumes cada vez maiores.

– Em função da queda dos preços internacionais, a nossa receita neste mês de agosto foi menor do que no ano passado. Um dos destaques, porém, foi o aumento das exportações deóleo de soja no mês de agosto – enfatizou.

O valor de vendas desse produto industrializado cresceu 40%, totalizando US$ 180 milhões no período e US$ 746 milhões no acumulado do ano.

– Após a recente reabertura do mercado chinês para a nossa carne bovina in natura, a China se tornou, em agosto, o principal destino das exportações desse produto. Somente no mês passado, a receita foi de US$ 63,9 milhões – comemorou Tatiana.

Cinco cadeias produtivas tiveram participação de 80% do total exportado pelo agronegócio em agosto: complexo soja (35,6%); carnes (17,7%); produtos florestais (11,1%); complexo sucroalcooleiro (8,7%); e café (6,5%).

O complexo soja liderou as exportações em agosto, registrando US$ 2,62 bilhões em vendas. O produto mais vendido foi a soja em grãos, com embarques de US$ 2 bilhões. Houve incremento de 25,3% na quantidade comercializada, alcançando 5,16 milhões de toneladas. Apesar de o preço médio do produto ter caído 25,1% em agosto, passando de US$ 518 para US$ 388 por tonelada.

O farelo de soja ficou em segundo lugar, com receita de US$ 430 milhões e 1,11 milhão de toneladas embarcadas. O óleo de soja registrou US$ 181 milhões em exportações (+40,0%).

As carnes apareceram em segundo lugar no ranking exportador do agronegócio em agosto, com US$ 1,30 bilhão e 563 mil toneladas embarcadas.

A carne de frango teve receita de US$ 642 milhões. A carne bovina apareceu em seguida, com vendas externas de US$ 498 milhões.

A carne suína in natura está na terceira posição com um resultado de US$ 114 milhões em remessas para o exterior.

Os produtos florestais ficaram na terceira posição dos setores do agronegócio que mais exportaram em agosto, com US$ 816 milhões, com embarques de 1,5 milhão de toneladas.

Papel e celulose puxaram as vendas do setor com receita de US$ 599 milhões. Em seguida, madeiras e suas obras registraram vendas de US$ 216 milhões.

O complexo sucroalcooleiro foi o quarto setor que mais exportou no mês de agosto com remessas da ordem de US$ 637 milhões. A queda nas exportações de açúcar foi a grande responsável pelo baixo desempenho do setor, com US$ 546 milhões.

Com menor participação nas exportações do complexo, o álcool obteve resultado de US$ 90 milhões.

O setor cafeeiro, que ocupa a quinta posição no ranking, exportou US$ 477 milhões, em receitas. A quantidade exportada foi de 168 mil toneladas. O café verde rendeu US$ 424 milhões, com 160 mil toneladas vendidas. O café solúvel obteve US$ 50 milhões, com 7 mil toneladas embarcadas do produto.

As exportações do agronegócio brasileiro atingiram US$ 59,71 bilhões entre janeiro e agosto de 2015. A participação do agronegócio no total das exportações brasileiras subiu de 43,9% para 46,5% no período. As importações do agronegócio totalizaram US$ 9,18 bilhões, como resultado, o saldo da balança comercial do agronegócio ficou em US$ 50,54 bilhões.

No acumulado dos oito meses, os cinco principais setores do agronegócio foram complexo soja (37,7%), carnes (6,3%), produtos florestais (11,3%), complexo sucroalcooleiro (8,9%) e o café (6,9%), totalizando 81% das vendas.

Os embarques do complexo soja chegaram ao valor de US$ 22,52 bilhões, principal item das exportações. O setor de carnes vendeu US$ 9,70 bilhões. Os produtos florestais alcançaram US$ 6,75 bilhões. O complexo sucroalcooleiro ficou na quarta colocação entre os principais setores exportadores do agronegócio, com o montante de US$ 5,32 bilhões. O setor cafeeiro exportou US$ 4,10 bilhões.

 

Soja e milho safrinha foram os responsáveis pela expansão da produção nacional

A safra brasileira de grãos 2014/2015 alcançou 209,5 milhões de toneladas, com mais um recorde sobre os números passados. O aumento é de 8,2%, ou 15,9 milhões de toneladas, sobre da produção de 2013/14, de 193,62 milhões de toneladas. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou, nesta sexta-feira, o 12º e último levantamento da safra 2014/2015.

A soja e o milho safrinha foram os principais responsáveis pela safra recorde de grãos no período, afirmou o diretor de Operações e Abastecimento da Conab, Marcelo Melo. A soja apresentou incremento de 11,8%, chegando a 96,2 milhões de toneladas. O milho 2ª safra registrou 54,5 milhões de toneladas, avanço de 12,6% sobre o ciclo anterior.

– Mais uma vez, o agronegócio dá resposta positiva para a economia do país. Este é um setor que dá resultado – disse Melo.

Os ganhos de produtividade, com aplicação de novas tecnologias, colaboraram para o desempenho positivo.

O trigo está em início de colheita em alguns estados do Centro-oeste, Sudeste e no Paraná. Apesar da redução de área de 10,4%, a expectativa é de aumento de produção, podendo chegar a sete milhões de toneladas, graças sobretudo à recuperação da produtividade no Rio Grande do Sul.

Segundo o diretor da Conab, em 2014 a produção foi afetada pelo clima, principalmente no RS. Neste ano, no entanto, houve recuperação.

– A produção no Rio Grande do Sul tem expectativa de excelente qualidade, se não houver impacto do El Niño.

As intenções de plantio para a próxima temporada são otimistas. O diretor de Estudos Econômicos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wilson Vaz de Araújo, disse que os números do último levantamento da safra 2014/2015 dão animo para a atual safra.

– O resultado implica nas decisões do agricultor e o ponto de partida está bom.

Em relação à contratação do crédito rural, o diretor lembrou que houve ampliação de 4% em julho e agosto nos financiamentos de custeio e investimento.

– A demanda por crédito rural tende a avançar nos próximos meses de setembro, outubro e novembro – ressaltou.

O diretor disse ainda que o atraso na liberação de recursos para o pré-custeio neste ano não deve prejudicar a produção.

– As contratações de crédito em julho compensaram, em parte, a deficiência de pré-custeio em maio e junho – disse.

Ele analisou ainda que, do ponto de vista de impacto inflacionário, a produção recorde é um fator importante para a manutenção dos níveis de preço ao consumidor e que é “melhor administrar excesso de oferta do que falta de produtos”.

A pesquisa registra 58 milhões de hectares da área total, com aumento de 1,7% maior em comparação com a safra 2013/14. A expansão da área foi de 976,1 mil hectares. A soja apresentou crescimento de 6,4%, ou 1,9 milhão de hectares, em relação ao ciclo anterior. Já o milho segunda safra teve acréscimo de 4,1%, ou 376,4 mil ha. No total, a área da soja é de 32,1 milhões de hectares, e a de milho segunda safra, de 9,6 milhões.

O levantamento foi realizado entre os dias 23 a 29 de agosto e apresenta informações sobre área plantada, produção e produtividade média estimadas, evolução do desenvolvimento das culturas e pacote tecnológico utilizado pelos produtores, além de evolução da colheita e outras variáveis.  – Reuters

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