Confiança do empresariado baiano apresenta melhora em novembro

Segunda-feira 30, novembro 2015

 

A Pesquisa de Confiança do Empresariado Baiano vem identificando pessimismo considerável da classe empresarial do estado nos últimos meses. Em novembro, entretanto, o Indicador de Confiança do Empresariado Baiano (Iceb), calculado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), registrou suave redução do nível de pessimismo.

Após o menor registro de sua série, observado mês passado, a confiança do empresariado baiano volta a melhorar e fica em -460 pontos, um aumento de 21 pontos em relação ao mês anterior. No entanto, nada permite falar em recuperação da confiança ou inversão da trajetória declinante dos últimos meses. Afinal, os meses de junho a novembro confinam os seis piores registros do Iceb.

 A expectativa geral do empresariado baiano em novembro, apesar da melhora das perspectivas, continuou na zona de pessimismo. O abrandamento do nível de confiança observado neste mês, no entanto, não foi disseminado setorialmente, pois a atividade da Indústria aumentou o pessimismo.

 Em novembro, todos os setores situaram-se na região de pessimismo dentro da escala de otimismo. A Agropecuária, com -300 pontos, demonstrou, pela segunda vez seguida, melhora da confiança e, assim, manteve-se o menos pessimista dos segmentos. A indústria, após três meses de avanço, apontou aumento em seu nível de pessimismo, pontuando -417 pontos e sendo o único setor a reduzir a confiança no mês. Mesmo com o maior aumento da confiança no mês, serviços não deixou de ser o setor mais pessimista – registrando -497 pontos em novembro. O comércio não registrou qualquer variação do nível de confiança neste mês, ou seja, seu indicador continuou com a pontuação do mês passado, registrando, portanto, -481 pontos e assumindo a sua segunda menor marca no intervalo de janeiro a outubro.

 No mês de novembro, tanto a expectativa referente ao cenário econômico quanto a relacionada à performance das empresas melhoraram, com aquela avançando mais – o que reduziu a distância entre seus indicadores, mas manteve a confiança, quanto às variáveis econômicas, como a mais pessimista.

O indicador de confiança, para as variáveis econômicas, registrou, em novembro, o terceiro menor valor desde janeiro deste ano. Com -541 pontos, acréscimo de 29 pontos em relação ao mês antecedente (-570 pontos), as expectativas quanto ao cenário econômico, apesar da melhora, continuaram na zona de grande pessimismo. A evolução da percepção, nesse recorte, ocorreu em três dos quatro setores investigados: agropecuária, serviços e comércio.

O indicador para desempenho das empresas marcou -420 pontos em novembro, elevação de 17 pontos frente ao registro do mês anterior (-437 pontos), permanecendo, portanto, na faixa de pessimismo. A melhora da confiança de um mês a outro ocorreu em apenas um dos segmentos analisados: o setor de serviços.

Em novembro, mais uma vez, todas as variáveis obtiveram avaliações negativas. PIB nacional e PIB estadual foram as variáveis com as piores expectativas do empresariado baiano. Em contrapartida, apesar de negativos, câmbio e juros foram aquelas com indicadores de confiança menos pessimistas. Pela sondagem, 56,0% dos entrevistados indicaram redução igual ou superior a 1% do PIB nacional; 43,2% dos representantes patronais vislumbram uma variação de -1,0% a 0,9% no PIB estadual; 42,2% apontaram o câmbio como favorável nos próximos 30 dias; e 56,8% declararam que os juros devem variar entre 2,0 e -2,0 pontos percentuais em relação ao patamar atual.

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