Serasa: número de novas empresas criadas em 2015 ultrapassa 1,5 milhão

Segunda-feira 30, novembro 2015

 

Em setembro de 2015 foram criadas no Brasil 173.405 novas empresas, um aumento de 1,3% em relação ao mês anterior, agosto, quando 171.227 novos empreendimentos surgiram no mercado. O número também foi o segundo maior para um mês de setembro, desde que o Indicador Serasa Experian de Nascimento de Empresas surgiu, em 2010. O recorde para o nono mês do ano é de setembro de 2014, com 174.517 novas empresas.

Somando todas as empresas criadas nos nove primeiros meses de 2015, o número é de 1.522.988 contra as 1.457.956 nascidas entre janeiro e setembro de 2014, registrando um aumento de 4,5% no período.

 De acordo com os economistas da Serasa Experian, o aumento na criação de novos empreendimentos ocorrido em setembro de 2015, reflete a sazonalidade mais intensa neste período – novos empreendimentos, sobretudo comerciais, sendo criados para poderem estar atuando nas vendas de final de ano. Já o recuo em relação ao mesmo mês do ano passado, a diminuição é reflexo do cenário econômico adverso.

Em setembro de 2015, porém, observou-se ligeira baixa de 2,7% no número de novos Microempreendedores Individuais (MEIs): foram 133.452, contra 137.099, em agosto de 2015, porém, como se observa no gráfico abaixo, a queda não interrompeu o crescimento no acumulado do ano. Já a criação de Empresas Individuais acusou aumento de 65,1% em setembro de 2015 em relação a agosto de 2015, com 13.802 companhias criadas neste segmento contra 8.359 no mês anterior. As Sociedades Limitadas criaram 16.764 unidades, representando aumento de 0,6% em relação ao mês anterior, quando 16.656 surgiram. No último mês de setembro, o nascimento de novas empresas de outras naturezas chegou a 9.387 contra 9.113, em agosto de 2015: alta de 3,0%.

De acordo com os economistas da Serasa Experian, diante do quadro adverso da economia do país, o aumento no número de novas MEIs, no acumulado interanual (10% de crescimento na comparação com mesmo período de 2014), pode ser creditado ao aumento do empreendedorismo por necessidade, em contraposição ao empreendedorismo por oportunidade, como alternativa para o aumento do nível de desemprego no país.

Além disso, a crescente formalização dos negócios no Brasil é responsável pelo aumento constante das MEIs, registrado desde o início da série histórica do indicador. Em seis anos, passaram de menos da metade dos novos empreendimentos (45,9%, em 2010) para 76,1% no último levantamento.

Em setembro de 2015, o setor de serviços continuou sendo o mais procurado por quem quer empreender, com a abertura de 105.351 novas empresas no segmento, o equivalente a 60,8% do total. Em seguida, 53.026 empresas comerciais (30,6% do total) e, no setor industrial, foram abertas 14.476 empresas (8,3% do total) no nono mês do ano.

Já na comparação dos nove primeiros meses de 2015 com o mesmo período de 2014 houve aumento de 61,1% na abertura de empresas de serviços, 30,4% nas comerciais e 8,2% nas industriais.

A pesquisa observa que nos últimos seis anos um crescimento constante na participação das empresas de serviços no total de empresas que nascem no país, passando de 53,0% (janeiro a setembro de 2010) para 61,1% (janeiro a setembro de 2015).

Por outro lado, a participação do setor comercial tem recuado (de 35,6%, de janeiro a setembro de 2010, para 30,4% no mesmo período de 2015). Já a participação das novas empresas industriais se mantém estável.

O Sudeste liderou o ranking de nascimento de empresas em setembro de 2015, com 91.301 novos negócios ou 52,7% do total.  A Região Nordeste ocupou o segundo lugar, com 17,8% (30.878 empresas) e a Região Sul seguiu em terceiro lugar, com 16,3% de participação e 28.244 novas empresas. O Centro-oeste registrou a abertura de 14.805 empresas ou 8,5% de participação, seguido pela Região Norte, com 8.176 novas empresas ou 4,7% do total de empreendimentos inaugurados em setembro de 2015.

A Região Sul está na frente na comparação entre os primeiros nove meses deste ano com igual período de 2014, registrando a maior alta no número de nascimentos (5,5%). O Nordeste teve crescimento de 4,8% no período enquanto na Região Sudeste houve alta de 4,7% e a Centro-oeste apresentou crescimento de 2,2%. A região Norte teve o menor crescimento: 1,8%.

Entre os estados, São Paulo foi responsável por 28,1% dos novos empreendimentos, totalizando 48.801 empresas criadas em setembro de 2015. Em seguida, o estado com maior número de novas empresas foi o Rio de Janeiro, com 20.231 nascimentos, 11,7% do total.  A terceira posição no ranking nacional de nascimentos, em setembro de 2015, ficou com Minas Gerais, que registrou 18.090 novos empreendimentos, 10,4% do total.(Agência Reuters)

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