Jobim é consultor no caso da Lava-Jato

Quarta-feira 17, dezembro 2014

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e ex-ministro da Defesa e da Justiça Nelson Jobim atua como consultor jurídico para as empreiteiras Odebrecht e OAS na operação Lava-Jato, que investiga o maior caso de corrupção já apurado no Brasil. Jobim atua no caso desde, pelo menos, o começo do segundo semestre, apurou o Valor com fontes distintas envolvidas no caso. Nelson Jobim foi presidente do Supremo Tribunal Federal (2004 a 2006), durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministro da Defesa (2007 a 2011) da Defesa nas gestões Lula e Dilma Rousseff (PT); foi nomeado ministro do STF em 1997, e ministro da Justiça (1995 a 1997), no governo de Fernando Henrique Cardoso. A reportagem apurou que Jobim e o ministro do Supremo, Teori Zavascki, conversaram ao menos uma vez no Supremo sobre a operação Lava-Jato. Eles também foram vistos juntos há cerca de dois meses no restaurante A Bela Sintra, na região dos Jardins, em São Paulo. Gaúcho como... Leia mais

A investigação do cartel de trens de São Paulo…Todos soltos

Sábado 6, dezembro 2014

  Um suposto esquema de corrupção que atinge  o governo do PSDB de São Paulo. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) anunciou que 18 empresas nacionais e estrangeiras, além de 109 pessoas, estão sendo investigadas por formação de cartel que agiu na venda e reforma de trens para companhias públicas paulistas  A suspeita é que as empresas e seus funcionários tenham atuado irregularmente em ao menos 15 operações de comercialização de trens e de serviços entre os anos de 1998 e 2013, o que teria lesado os cofres públicos em 9,4 bilhões de reais. Apenas para efeito de comparação, esse valor é maior do que o orçamento anual de vários Estados brasileiros como o de Sergipe (orçamento de 8,3 bilhões de reais) ou do Piauí (7,7 bilhões de reais), ambos no Nordeste. Conforme uma nota técnica publicada no Diário Oficial da União, as investigações começaram em maio de 2013, após a multinacional alemã Siemens e alguns de seus funcionários... Leia mais

Promotoria suspeita que cartel do Metrô tenha desviado até 875 milhões

Sábado 6, dezembro 2014

  O Ministério Público de São Paulo está tentando fazer com que um grupo de sete empresas brasileiras e internacionais admitam que lesaram os cofres públicos paulistas em até 875 milhões de reais. A suspeita do promotor Marcelo Milani, que conduz a investigação, é de que essas companhias se uniram em um cartel para obter dez contratos públicos de reforma e modernização de 98 trens que circulam na rede do Metrô da cidade de São Paulo. Os acordos foram firmados entre 2008 e 2010 durante a gestão do então governador José Serra (PSDB), uma das principais lideranças da oposição ao PT no Brasil e que já perdeu duas eleições presidenciais. A ofensiva da Promotoria do Patrimônio Público ocorre no momento em que a diretoria do Metrô decidiu acatar uma recomendação e suspender por 90 dias todos os contratos de reforma que ainda estão em andamento. Nos próximos três meses o promotor quer ouvir os representantes das empresas brasileiras Tejofran, Iesa e MPE... Leia mais

Emprego e investimentos: prioridades para combater a crise

Sábado 6, dezembro 2014

  Uma das funções do Congresso é votar leis para estabelecer as prioridades da ação governamental. As exigências de aplicação mínima de recursos orçamentários em determinada área ou a fixação de metas de resultado são exemplos que materializam essas prioridades. Nesses últimos dias, a mídia conservadora e segmentos da oposição derrotada nas urnas, junto com o projeto que defendiam, têm feito inflamados discursos para defender que a prioridade maior do governo deva ser poupar recursos públicos para atender aos interesses do setor financeiro e privado. Tal polêmica ocorre porque a recém-eleita Presidenta Dilma Rousseff, muito acertadamente, decidiu manter a prioridade de ampliar os investimentos públicos como medida indispensável para a geração de empregos e a valorização dos salários, para enfrentar a crise internacional. Eis a razão pela qual a Comissão Mista de Orçamento aprovou a sugestão do governo que permitirá a utilização de recursos do... Leia mais

Por que votei em Dilma Rousseff

Quinta-feira 27, novembro 2014

  Votar em Aécio seria optar pela prevalência do princípio da desigualdade, da contenção da ascensão social e pela manutenção do status quo Sociedades, tanto as primitivas como as modernas, adotam um de dois possíveis princípios organizacionais, paradoxalmente antagônicos: ou o preceito da igualdade ou o da desigualdade.  Nas sociedades modernas e em algumas ditas primitivas, o princípio da igualdade prevalece, se não na prática, pelo menos como utopia. Exceção clamorosa é a Índia, onde castas estabelecem desigualdades intransponíveis.  Os dois princípios organizacionais buscam reduzir conflitos entre membros individuais ou grupos no seio da própria sociedade. E ambos podem ser eficientes, embora divirjam decisivamente quanto à compatibilidade com um valor também essencial, tal seja, a justiça social.  Enquanto o princípio da desigualdade privilegia a busca da eficiência e da meritocracia, o seu antagônico, o da igualdade, rejeita esses objetivos.... Leia mais

Retrospectiva Governo Lula

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