Conspiração não entra em recesso

Segunda-feira 20, julho 2015

  Nesse clima, é bobagem pensar que o recesso parlamentar equivale à água na fervura da crise Esta Folha (14/07) noticiou um fato da maior gravidade. Na residência oficial da Presidência da Câmara dos Deputados, o chefe da Casa, Eduardo Cunha, dividiu o “breakfast” com o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, e o impagável Paulinho da Força, do partido Solidariedade. Além de guloseimas habituais, constou do cardápio nada menos que o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Boquirroto como sempre, Gilmar confirmou o debate sobre o assunto. “Ele [Cunha] falou dos problemas de impeachment, esses cenários todos”. Perguntados pela reportagem, Paulinho da Força e o presidente da Câmara tergiversaram, sem convencer. O texto afirma que o deputado do Solidariedade especulou que a derrubada da presidente (pois é disso que se trata) supõe um acordo entre Eduardo Cunha, o vice Michel Temer, Renan Calheiros, chefe do Senado, e o presidente... Leia mais

Revés de Cunha muda rumo da oposição

Domingo 19, julho 2015

A crise em torno de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) preocupa o PSDB e obriga seus principais líderes a rever os estrategemas montados até agora com objetivo de substituir Dilma Rousseff na Presidência. Se, de um lado, a instalação – determinada pelo presidente da Câmara – de mais duas CPIs para investigar o governo federal ajuda a oposição, de outro, um eventual enfraquecimento do peemedebista pode tirar dos tucanos seu maior ardil institucional contra a presidente da República. No comando da Câmara dos Deputados, Cunha sempre funcionou para os tucanos como um posto avançado de desgaste para a presidente e, agindo dessa forma, se tornou peça essencial da munição da oposição contra Dilma e o PT. Se ele deixar o cargo ou permanecer nele com um poder esquálido, os tucanos e seus aliados na oposição terão de redesenhar os projetos de voltar ao Planalto. Segundo líderes do PSDB consultados pelo jornal O Estado de S. Paulo, todos os interesses do partido passam, de... Leia mais

PSDB mineiro também usou depósitos judiciais em 1997

Domingo 19, julho 2015

A celeuma provocada na Assembleia Legislativa, entre oposição e governistas, pela votação do projeto que autoriza o governo petista de Fernando Pimentel a usar os depósitos judiciais foi mais um exercício do contraditório político. Ao contrário do que foi dito, essa não foi a primeira vez que Minas recorreu ao expediente. E mais, já foi usado por um governo tucano e sem o amparo legal, que, agora, foi dado pelo Legislativo à atual gestão após intenso debate. Entre os anos de 1997 e 1998, o governo Eduardo Azeredo (PSDB) lançou mão dos recursos judiciais. Apesar da má fama de mau pagador do estado, por conta dos precatórios, não houve registro de calote ou de atraso na devolução dos recursos. À época, o acerto foi feito por Eduardo Azeredo com o presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), Lúcio Urbano. A motivação foi semelhante a de agora e referia-se às dificuldades financeiras do estado. “Em tempos de crise, é uma alternativa válida,... Leia mais

Em causa própria

Domingo 19, julho 2015

  Acusado por delator, Eduardo Cunha rompe com o governo Dilma, desfere bravatas e aposta no caos institucional como forma de defesa Editorial da Folha nesse domingo Apesar de seu partido pertencer à base aliada, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) se comporta como adversário do governo Dilma Rousseff (PT) desde o dia em que se elegeu presidente da Câmara dos Deputados. Derrotou o petista Arlindo Chinaglia (SP) na disputa pelo comando da Casa e fez da oposição ao Planalto seu esporte favorito. Manobrando para aprovar a redução da maioridade penal, defendendo a liberação obrigatória de verbas para emendas parlamentares ou propugnando por uma reforma política tirada da cartola, Cunha impôs seguidos e custosos reveses aos interesses do Executivo. Embora tenha se situado em campo contrário ao do governo em tantas questões substantivas, o presidente da Câmara jamais havia chegado ao extremo de cortar relações. Assim que se sentiu ameaçado pelas investigações sobre o... Leia mais

Especialistas discutem possíveis cenários depois do rompimento de Cunha com o governo

Sábado 18, julho 2015

A separação nada amistosa do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) com o governo Dilma Rousseff — anunciada nesta sexta-feira em uma coletiva de imprensa, um dia depois de ter sido acusado de pedir pessoalmente US$ 5 milhões em propina ao consultor Julio Camargo — pode isolar o deputado dentro do PMDB. Na prática, Cunha fez oposição contundente ao governo do PT desde o dia em que sentou pela primeira vez na cadeira da Presidência da Câmara. Mas agora o faz de forma oficial. O gesto intempestivo do peemedebista deixa incerto o seu futuro político e os rumos que o PMDB tomará daqui para frente. A pedido do GLOBO, cientistas políticos analisaram o contexto político atual se baseando em três cenários. Veja abaixo os principais pontos: Cenário 1: Base aliada segue Cunha e rompe com o governo   A adesão do PMDB e de outros partidos ao rompimento é bastante improvável. A tradição do PMDB é a negociação, não o confronto direto, como costuma acontecer... Leia mais

Retrospectiva Governo Lula

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