Reduzidas a um show, as CPIs começam sob os holofotes da mídia e terminam nas gavetas

Segunda-feira 30, novembro 2015

Prestes a ser votado, o relatório final da CPI que investigou o esquema de corrupção no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) pediu o indiciamento de 28 pessoas. Apesar disso, não traz grandes novidades em relação a tudo o que foi apurado pela Operação Zelotes, da Polícia Federal. Insatisfeito, o presidente da CPI, senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO), reclamou que as investigações não avançaram devido à falta de colaboração dos depoentes. Parece piada. A ineficácia dessa comissão não é a exceção, e sim a regra. Existem, só no Senado, outras quatro CPIs em andamento. Todas surgiram motivadas por algum escândalo, mas perderam o dinamismo assim que o tema investigado desapareceu do noticiário. Trata-se de um padrão. O Senado agora pretende instalar outra comissão, desta vez para investigar o rompimento das barragens em Mariana (MG). Os deputados, por sua vez, mostraram-se mais ágeis: convocaram o presidente da mineradora Samarco, empresa... Leia mais

A Folha errou

Domingo 29, novembro 2015

No primeiro dia deste mês, a manchete desta Folha foi a reportagem “BNDES suavizou exigências para socorrer amigo de Lula”, na qual o jornal afirma que o banco contornou norma interna que impediria conceder empréstimos para empresa cuja falência tenha sido requerida. A matéria insinua que o objetivo seria dar tratamento privilegiado à empresa São Fernando Energia e a seu acionista José Carlos Bumlai por conta de uma suposta relação com o ex-presidente Lula. Não houve nenhuma flexibilização de normas internas do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). A operação referida pela Folha foi feita na modalidade indireta, em que o BNDES atua em parceria com bancos credenciados. Nesse caso, a análise do crédito e o risco de inadimplemento (pagar os valores devidos caso o mutuário não o faça) são assumidos pelos agentes repassadores, que foram BTG e Banco do Brasil. Em particular, cabem aos agentes atestar que fizeram a análise... Leia mais

A hora do Plano B

Quarta-feira 25, novembro 2015

  A Constituição brasileira estabelece em seu artigo primeiro, parágrafo único: “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente…”. Como a primeira hipótese mostrou-se imprestável, resta-nos apenas a segunda, ou seja, todo poder emana do povo, que o exerce diretamente. A lama chegou ao mar ou a crise no fundo do poço. Os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, em nível federal, estadual e municipal, não têm mais condições de exercerem as funções para as quais foram criados. O Executivo prioriza o pagamento de agiotas nacionais e internacionais em detrimento do cumprimento da Constituição. Mais de R$ 1 trilhão, apenas em 2015, direcionados para a fictícia dívida pública. Outras dezenas de bilhões de reais destinados ao famigerado “ajuste fiscal”, a garantia de pagamento dos juros para esses mesmos agiotas. Não representa a vontade e as necessidades do povo. O Judiciário, que deveria ser uma... Leia mais

Mídia esconde as verdadeiras ‘relações perigosas’ de Bumlai, sócio de GalvãoBueno e Saad da Band

Quarta-feira 25, novembro 2015

  As manchetes da imprensa tradicional usaram e abusaram da expressão “amigo de Lula” para se referir ao empresário preso, numa tentativa de mais uma vez associar o ex-presidente a denúncias de corrupção. Se depender da leitura das manchetes o pecuarista está preso por ser “amigo de Lula”, tamanha a ênfase dada. Apesar disso Mas convenhamos, se “ser amigo” já é criminalizado pela imprensa tradicional, como deveriam tratar “ser sócio”? Pois o narrador esportivo da TV Globo Galvão Bueno foi sócio de Bumlai na rede de fast food Burger King no Brasil, numa composição empresarial que tinha ainda o ex-prefeito de Santos e atual deputado federal Beto Mansur (ex-PSDB, ex-PP e atualmente no PRB) e do piloto de Fórmula Indy Hélio Castro Neves. Continue lendo... Leia mais

Conta no mundo pode ir a US$ 14 bilhões

Terça-feira 10, novembro 2015

A associação de consumidores da Alemanha quer que o grupo Volkswagen ofereça vales de compensação em serviços aos clientes afetados pelo escândalo das emissões de gases poluentes. A empresa admitiu a manipulação de 11 milhões de motores a diesel em todo o mundo com um programa invasor, desencadeando investigações tanto regulamentares como criminais em uma série de países, incluindo a Alemanha, os EUA e o Brasil. “O grupo deve assumir as suas responsabilidades”, disse nesta segunda-feira o presidente da Federação das Associações de Proteção aos Consumidores, Klaus Mueller, em entrevista ao jornal Rheinische Post. “Um voucher é o mínimo que a empresa pode dar para compensar os consumidores afetados”, acrescentou. A exigência de Klaus Mueller surge depois de uma notícia nos EUA de que a Volkswagen planeja oferecer cartões pré-pagos no valor de até US$ 1.250 para os clientes norte-americanos afetados, como parte de um “pacote de boa vontade”.... Leia mais

Retrospectiva Governo Lula

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